segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mundo Sénior 19 Julho 2010

MAIORIA DOS PORTUGUESES CONSIDERA QUE NÃO ESTÁ MAL DE SAÚDE

A maioria da população portuguesa classifica o seu estado de saúde como razoável ou bom, mas aparentemente não atribui esta situação ao funcionamento do sector em Portugal, segundo revela um estudo desenvolvido pelas consultoras Spirituc e Guess What PR, a que o Público teve acesso. Numa escala de 1 a 10, em que 1 corresponde a Muito Má e 10 a Muito Boa, a percepção dos portugueses sobre o estado geral do sector da saúde em Portugal situa-se nos 4,71. “Muito pouco favorável” portanto, refere-se no primeiro barómetro Portugueses e a Saúde desenvolvido por aquelas consultoras com base em 602 questionários realizados no primeiro semestre de 2010. Quase metade dos portugueses - 45,5 por cento - define o seu estado de saúde como razoável e outros 44,7 descrevem-no como Bom ou Muito Bom. No extremo oposto estão apenas 8,8 por cento. Os portugu eses que residem no Algarve, no Centro e em Lisboa e Vale do Tejo são aqueles que têm a sua saúde em melhor conta. Nas primeiras duas regiões, mais de 50 por cento descrevem-na como razoável. Em Lisboa, são 40 por cento os que a encaram como boa. A média nacional é de 33,1 por cento. Os que consideram que o seu estado de saúde é muito bom estão mais bem representados no Norte e ilhas: andam à volta dos 12,5 por cento (a média nacional é de 11,6). Neste grupo, são os que têm 30 ou menos anos que lideram. A partir dos 51 anos, a maioria opta antes por um razoável. Por outro lado, quanto maior o nível de habilitações, melhor é esta percepção: 49,6 por cento da população com o ensino superior descreve o seu estado de saúde como bom, uma percentagem que desce para os 11,8 por centro entre os que detêm apenas o 1.º ciclo ou menos. Quase 30 por cento da população portuguesa têm apenas este nível de escolaridade. Transversal a todos os grupos e escalà µes etários é a má opinião que os portugueses têm sobre o estado do sector da saúde em Portugal. Não foi identificado o que apontam como estando mal, mas é possível referir o que consideram que escapa a esta apreciação negativa. “Não consideram o funcionamento dos hospitais como o principal responsável” pelo actual estado do sector, refere uma das conclusões do barómetro. Na mesma escala de 1 a 10, a opinião sobre os hospitais públicos situa-se em 6,79. 

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS ASSOCIA-SE À BOLSA DE VALORES SOCIAIS

A CGD já é o banco oficial da Bolsa de Valores Sociais (BVS), uma parceria que passará por um enfoque na divulgação do projecto e na mobilização da sociedade e que se desenvolverá também ao nível do investimento em projectos sociais, noticia o DE. O banco estatal, que tem um programa de apoio à viabilização de projecto na área da responsabilidade social - o Fundo Caixa Fã - considera que a BVS é a “plataforma adequada” para ajudar a desenvolver os projectos, por ter “um conjunto de competências de monitorização e avaliação dos projectos e de análise da sustentabilidade que é uma mais-valia para a Caixa”, afirmou fonte oficial da CGD. O Fundo Caixa Fã tem como compromisso o investimento social em 12 instituições por ano, com o valor atribuído por projecto a oscilar entre os 20 mil e os 30 mil euros. Com a parceria com a BVS pa ssa a existir a possibilidade de, por exemplo, quando o montante for superior, “abrirmos o capital do projecto a outros investidores”, acrescentou a mesma fonte. Esta parceria visa também dotar as instituições de uma nova mentalidade, que passa pelo empreendedorismo social. “Há um conjunto de competências que as instituições já viram que é necessário ter para poderem evoluir para um modelo de funcionamento sustentável”, referiu, ou seja, conseguir gerar receitas para não estarem tão dependentes de donativos. Ao nível da comunicação “vamos ter de fazer um grande trabalho” para mobilizar a sociedade civil para este investimento social. Está a ser pensado, juntamente com os embaixadores do projecto, um plano de acção junto da sociedade civil, das empresas que tenham projectos de responsabilidade social, adiantou a mesma fonte, acrescentando ainda que a CGD vai fazer a divulgação do projecto da BVS nas suas agências, nas suas plataformas de info rmação e também junto dos seus parceiros.


CONGRESSO INTERNACIONAL ESTUDA AVÓS E MIGRAÇÕES

“A Voz dos Avós: Migração e Património Cultural” é o tema do II Congresso Internacional que junta o Centro de estudos das migrações e das relações interculturais/Universidade Aberta, a Universidade do Toronto e a Universidade dos Açores (UA). O encontro, que terá lugar em Lisboa, nos dias 26, 27 e 28 de Julho, é apoiado pela Fundação Pro Dignitate e Direcção Regional da Comunidade. A segunda edição deste congresso vai contra a com a presença de diversos especialistas portugueses e estrangeiros, sobretudo do Canadá, Brasil. Entre as temáticas que serão tratadas nos trabalhos está a preservação da língua de origem; tradições e património cultural; transmissão intergeracional; relações familiares e migrações; memória e identidade; educação; qualidade de vida e saúde; cuidados familiares e envelhecimento. A sessão de aber tura, a 26 de Julho, será marcada pela presença de Maria Barroso, presidente da Associação Pró Dignitate, seguindo-se as conferências, moderadas por Fausto Amaro (Instituto de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa), intituladas: “A Voz dos Avós na Diversidade dos Espaços ao Longo dos Tempos e “Memória, Identidade e Linguagens: Avosidade nas Relações Sociais e Familiares”.


AMARELEJA: IDOSOS RECEIAM CONSUMIR ÁGUA DA REDE

A população da Amareleja (concelho de Moura), considerada a terra mais quente do país, está a recorrer a furos, poços e água engarrafada para satisfazer as necessidades de abastecimento, depois de a água ter começado a sair das torneiras com uma cor “acastanhada” e com “mau cheiro”, escreve o DN. “O que vem da rede não presta, nem serve para lavar a roupa”, diz uma moradora pouco depois de comprar um garrafão de água no supermercado da terra. O presidente da Junta de Freguesia, António Gonçalves, reconhece tratar-se de um problema “habitual” sempre que o calor começa a apertar. Também os utentes do lar de idosos não escondem o seu receio pelo consumo de água da rede. “Vamos buscá-la a um poço. Com o cheiro que deitava estava esta semana os utentes não a podiam mesmo beber”, garante uma funcionária da instituição. Na Am areleja, de manhã cedo ou ao final da tarde, tornou-se comum a imagem de idosos a caminhar pelas ruas com garrafões de plástico acabados de comprar na loja ou vindos de um fontanário. “Parece que recuámos 50 anos”, diz um emigrante que todos os anos regressa à aldeia nas férias de Verão, enquanto mostra quatro garrafões de plástico prontos para encher na fonte. A Águas Públicas do Alentejo, empresa do grupo Águas de Portugal que assumiu no dia 1 deste mês a gestão do abastecimento em alta à povoação, reconhece que se trata de uma situação “recorrente” nesta altura do ano, garantindo que não são afectados os “parâmetros de potabilidade da água” monitorizados pelas análises de autocontrolo efectuadas na estação de tratamento.

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