| PARLAMENTO PROPÕE ESTUDO SOBRE INCLUSÃO DA VACINA DA GRIPE NO PNV |
| A Assembleia da República recomendou ao Governo a realização um estudo sobre a inclusão da vacina contra a gripe sazonal no Programa Nacional de Vacinação (PNV) para os grupos alvos prioritários, segundo um despacho publicado ontem em Diário da República. O estudo deverá avaliar os benefícios da inclusão no PNV da vacina contra a gripe sazonal e a sua administração anual, através dos centros de saúde, a todos os indivíduos incluídos nos grupos alvo prioritários, que desejem que lhes seja administrada a vacina, refere a Lusa/Público. Esta proposta partiu do Bloco de Esquerda e foi discutida a 19 de Maio na comissão parlamentar de Saúde, que decidiu propor ao Governo a realização deste estudo. A Organização Mundial de Saúde fixou como objectivo para 2010 atingir uma taxa de vacinação em idosos de, pelo menos, 75 por cento, mas de aco rdo com os últimos dados disponíveis (2008/2009) a cobertura vacinal de idosos é de 53 por cento em Portugal. O deputado do BE João Semedo argumentou, na altura, que uma das razões para que a taxa de cobertura vacinal “não seja mais próxima dos valores recomendados é porque a vacina é paga”. Segundo o BE, a inclusão da vacina no PNV iria evitar internamentos desnecessários devido a complicações da gripe (pneumonia), o que se traduziria numa poupança de 10,5 milhões de euros por ano na população com mais de 65 anos. “O custo adicional desta medida é de apenas 3,4 milhões de euros do que os encargos actuais com a vacina da gripe, o que é claramente compensado pela poupança em internamentos”, defende o BE. As vacinas contra a gripe sazonal estão disponíveis para o mercado nacional em Outubro, podendo ser compradas nos meses seguintes. A Direcção-Geral da Saúde elegeu como grupos prioritários da vacinação contra a gripe sazonal as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com mais de seis meses de idade, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (lares de idosos, por exemplo). A vacina é comprada nas farmácias com receita médica e deve ser administrada, preferencialmente em Outubro, mas pode sê-lo durante todo o Outono e Inverno. |
| ESPECIALISTAS PROCURAM ALTERNATIVAS PARA IDOSOS COM CANCRO |
| Em 2030, cerca de um terço da população terá 65 ou mais anos e 60 por cento das doenças oncológicas ou pré-oncológicas acontecem depois desta idade, sendo que se espera que nos próximos 20 anos esta percentagem cresça para 70 por cento, segundo a Coligação Europeia de Doentes de Cancro. Contudo, é precisamente nesta faixa etária que tem sido mais difícil tratar os doentes, alerta o Público. A quimioterapia ou alguns fármacos agressivos trouxeram más experiências no passado e levaram muitos médicos a ter medo de perder os doentes nos tratamentos. Uma realidade que já está lentamente a mudar. “Estão os pacientes mais velhos a receber os tratamentos que merecem?” Esta foi a pergunta que serviu de mote a um debate no congresso da Associação Europeia de Hematologia, em Barcelona. O objectivo foi sensibilizar médicos e indústria farmac êutica para a importância de se investir em alternativas terapêuticas, o que passa por fazer mais ensaios clínicos para que se conheçam novas moléculas e o seu potencial nestas idades. Na área das mielodisplasias (12 vezes mais comuns na população mais velha e que na maioria dos casos evoluem para leucemias agudas) e de algumas doenças malignas do sangue já se deram os primeiros passos. Em Portugal, são detectados cerca de 400 novos casos de mielodisplasias por ano e o objectivo é que não evoluam para casos oncológicos como leucemia, explica António Almeida, hematologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa. Anemia, cansaço, hemorragias e pele pálida são alguns dos sinais mais comuns. A data de nascimento no B.I. não se pode apagar, mas pode ser agravada ou melhorada consoante as outras patologias do doente, defendeu Gordon McVie, do Instituto Europeu de Oncologia e um dos oradores no congresso. O especialista disse ao Público que falta formação para que os médicos aprendam a lidar com as diferentes idades. E deu um exemplo: “Tenho 65 anos e receio que, se me fosse agora diagnosticada uma mielodisplasia ou um cancro, talvez não fosse alvo do mesmo investimento que aos 40 anos. Vejam a subjectividade: nos países da União Europeia já estou acima da idade limite para um transplante, mas nos Estados Unidos, se a minha condição geral for boa, já o posso fazer. A discriminação pela idade é tão grave como pelo sexo, ou pela cor da pele.” Mario Bocaddoro, director do Departamento de Oncologia do Hospital de S. Giovanni, em Torino (Itália), acredita que os motivos são também financeiros. “Quando temos de fazer opções, deixamos os doentes mais velhos de fora”, admite. “É preciso que os políticos e os mais jovens percam a ideia de que os mais velhos já não são precisos para a sociedade.” António Almeida admite que “há sempre uma carga emocional muito forte nos doentes mais novos e que leva a um conceito errado de que a vida de um jovem vale mais do que a vida de um idoso. É uma mentalidade que tem de ser alterada porque uma pessoa de 40 anos tem mais 40 anos pela frente mas uma de 60 também tem 20 que são importantes.” |
| FARO: HOSPITAL RECEBE PALESTRA SOBRE “ENVELHECER COM QUALIDADE” |
| Na data em que se assinala o Dia dos Avós, a 26 de Julho, o Hospital de Faro promove uma palestra com o objectivo de reforçar a ideia de que é possível envelhecer com qualidade de vida e que a idade não é necessariamente sinónimo de doença e absentismo. “Envelhecer com Qualidade” é o tema que dá mote à iniciativa agendada para as 15h30, no auditório desta unidade de saúde, e que conta com as intervenções de Maria Augusta Pereira, médica especialista de medicina interna no Hospital de Faro, do fisioterapeuta Nuno Ribeiro, a exercer funções no sector de fisioterapia, e de Hermínia Pinheiro, presidente da Universidade do Algarve para a Terceira Idade que dará a conhecer o meritório trabalho desenvolvido por esta instituição em prole da estimulação intelectual e psicossocial dos idosos, refere o Região Sul. |
| MADEIRA: “NOVA” SAÚDE ORAL TESTA IDOSOS DO NORTE |
| O futuro Programa Regional de Saúde Oral (PRSO), que está já a ser desenvolvido em conjunto entre a coordenação do programa, o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE) e a direcção dos Cuidados Primários, trará algumas novidades em relação aquele que vigorou anteriormente, noticia o DNotícias Madeira. Segundo Ana Clara Silva, vice-presidente do IASAÚDE, uma das principais novidades a ser implementada já este ano será a experiência piloto de vigilância sistemática em Medicina Dentária em pessoas com 65 anos e mais nos concelhos de São Vicente e Porto Moniz. “Isto significa que haverá uma avaliação de todas as pessoas inscritas nos centros de saúde nessa faixa etária”, explica. Mas essa não será a única mudança visível. Aliás, a principal alteração acontecerá mesmo ao nível funcional e terá a ver com o facto da promoção e prestação de cuidados de saúde oral passarem a ser dinamizadas pelas Equipas de Saúde dos Centros de Saúde, coordenadas pela Medicina Dentária. |
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| FAMÍLIAS ACOLHEM IDOSOS PARA USUFRUÍREM DAS SUAS REFORMAS |
| Qualidade de vida dos seniores pode estar em causa nas situações em que estes são acolhidos por razões meramente financeiras. Especialistas apelam à denúncia por parte de vizinhos ou familiares que, ao tomarem conhecimento dos casos, desencadeiem a verificação por parte da Segurança Social. Esta é uma das notícias em destaque no número de Julho do Jornal Mundo Sénior. |
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Mundo Sénior 20 Julho 2010
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Objectivos da Rede Social
● Combater Pobreza e Exclusão;
● Promover Inclusão e Coesão Social;
● Contribuir para concretização dos:▪ PNA(Plano Nacional de Acção para a Inclusão);
▪ PNI (Plano Nacional para a Igualdade);
● Desenvolvimento Social Integrado;
● Planeamento Sistemático, Integrado, potenciando sinergias, competências e recursos;
● Maior eficácia, cobertura e organização do conjunto de Respostas e Equipamentos Sociais.
Legislação sobre a Rede Social
Decreto-Lei n.o 115/2006 de 14 de Junho:
A rede social criada na sequência da Resolução do
Conselho de Ministros n.o 197/97, de 18 de Novembro,
impulsionou um trabalho de parceria alargada incidindo
na planificação estratégica da intervenção social local,
abarcando actores sociais de diferentes naturezas e áreas
de intervenção, visando contribuir para a erradicação
da pobreza e da exclusão social e para a promoção do
desenvolvimento social ao nível local. Este trabalho de
parceria tem vindo a ser alvo de uma enriquecedora
actualização também na perspectiva da promoção da
igualdade de género.
(...)
A rede social assume-se como um modelo de organização
e de trabalho em parceria que traz uma maior
eficácia e eficiência nas respostas sociais e rapidez na
resolução dos problemas concretos dos cidadãos e das
famílias.
Continue a ler...
A rede social criada na sequência da Resolução do
Conselho de Ministros n.o 197/97, de 18 de Novembro,
impulsionou um trabalho de parceria alargada incidindo
na planificação estratégica da intervenção social local,
abarcando actores sociais de diferentes naturezas e áreas
de intervenção, visando contribuir para a erradicação
da pobreza e da exclusão social e para a promoção do
desenvolvimento social ao nível local. Este trabalho de
parceria tem vindo a ser alvo de uma enriquecedora
actualização também na perspectiva da promoção da
igualdade de género.
(...)
A rede social assume-se como um modelo de organização
e de trabalho em parceria que traz uma maior
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