quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

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O tamoxifeno, um medicamento utilizado para o tratamento de algumas formas de cancro da mama, pode também contribuir para reduzir a mortalidade em pessoas com cancro do pulmão, segundo um estudo publicado hoje, segunda-feira, no norte-americano “The Cancer Journal” e citado pela Agência France Press.

Estudos anteriores tinham já demonstrado que as mulheres que faziam terapia hormonal com estrogénio – para reduzir os efeitos da menopausia – tinham um risco maior de morrer por câncer de pulmão. Uma vez que o tamoxifeno é um medicamento que bloqueia o estrogénio, este pode melhorar a sobrevivência em pessoas com cancro de pulmão.

Cientistas examinaram 6.655 mulheres que tiveram cancro da mama entre 1980 e 2003, segundo o registo de tumores de Genebra, das quais 3.066, ou 46%, receberam tratamento com antiestrogénios.

O estudo, coordenado por Elisabetta Rapiti, que acompanhou a saúde das mulheres até 2007, mostra que as pacientes que receberam antiestrogénios tiveram 87% menos risco de morte com cancro do pulmão que as outras.


Investigador fala em regressão da longevidade devido aos jovens com peso a mais, sedentarismo elevado e inaptidão cardio-respiratória.

A próxima geração de portugueses vai ter uma esperança de vida inferior à da atual geração, defendeu hoje Manuel Coelho e Silva, professor da Universidade de Coimbra, na apresentação de um estudo em Angra do Heroísmo, Açores.

“Actualmente, a longevidade situa-se entre os 78 e os 80 anos, mas vamos assistir ao longo das próximas décadas a uma regressão da longevidade da população portuguesa devido aos jovens com peso a mais, sedentarismo elevado e inaptidão cardio-respiratória”, afirmou.

Esta conclusão resulta de um estudo sobre “Tendência secular de crescimento e bem-estar físico e psicológico na população jovem escolar da Região Autónoma dos Açores”, realizado pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.

O professor salientou que este estudo é um caso único no país e dos poucos a nível europeu, frisando em nos trabalhos realizados em 1988, 1998 e 2008 foram analisados quais cinco mil jovens das ilhas açorianas.

O trabalho hoje apresentado, relativo a 2008, abrangeu 1.700 crianças e permitiu concluir que “31% tem sobrecarga ponderal (obesidade) e, entre estes, dois em cada três jovens associa o sedentarismo e a inaptidão cardio-respiratória”, revelou Manuel Coelho e Silva.

Por seu lado, o director regional do Desporto garantiu que o executivo açoriano vai continuar a apostar na “manutenção dos programas de actividade física da população em geral e dos atletas federados em particular”. António Gomes admitiu que “a tradição alimentar açoriana tem vindo a perder implantação junto da juventude, em favor de uma alimentação mais industrializada”, com menos legumes e frutas.

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